O pequeno e o gigante Jackson: filme Michael, por Emmerson José

O pequeno vai até aos 30 minutos de filme. O gigante segue até ao final deste longa fascinante. Vale muito à pena assistir Michael, fã ou não do Rei do Pop. A parte 2 vem no próximo ano

COLUNISTANOTÍCIAS

4/25/20262 min read

Imagem: Universal Pictures/divulgação

A primeira aparição do pequenino Michael já aproxima a plateia do filme. Juliano Valdi, que interpreta MJ ao menos por 30 minutos, encanta quem foi ao cinema. Garoto prodígio mesmo. Na virada do longa, aparece o ator Jaafar Jackson (sobrinho de Michael) para levar até o final um filme fascinante.

Detalhista e atento aos movimentos musicais e eventos que movimentam a sociedade (como o encontro das gangs em Beat It) MJ leva à sua música e aos seus premiados clipes, esse conhecimento daquela ‘atualidade’. Leitores, mesmo com síndrome de Peter Pan, ele estava atento e ligado.

O pai, ditador musical e violento, é a figura forte no início do filme também. Sabendo dos craques que tinha em mãos, tendo Michael como o camisa 10, exagerou, e muito, na cobrança. Foi um jagunço na carreira de MJ. O público, que já conhecia a história, levou numa boa o que sabia, mas quem não acompanhou toda a história, odiou o Joe Jackson, e com razão. Aliás, que interpretação do ator Colman Domingo!

Essa cinebiografia mostra a sua genialidade musical, mas apresenta também a sua vida pessoa conturbada, assim como ativa na solidariedade. Performances icônicas de Michael levam o público a se sentir dentro das apresentações (como moonwalk em 1983 no especial TV Motown 25) e se assustar com o comercial da Pepsi em 1984, com um grande acidente pirotécnico.

Do nascer das canções ao auge com a turnê de Bad (que passou aqui também no Brasil em 1988 e o autor dessa sinopse viu de perto) o filme também não deixa de lado a importante presença na carreira de MJ do John Branca (hoje responsável pelo espólio de Michael) e o inigualável produtor musical Quincy Jones. Além, claro, da pressão e ótima resposta da MTV na explosão dos sucessos em todo o mundo. ‘Michael’ vale cada nota musical e cada solo de guitarra dos grandes sucessos do gigante Rei do Pop. ‘Michael’ custou 200 milhões de dólares a produção e tem direção de Antoine Fuqua. Em exibição nos cinemas. (Emmerson José) – Imagem Universal Pictures/divulgação

* Seguem algumas dicas já publicadas no site A Bahia Fala e onde assistir: A Felicidade Não Se Compra (filme), A Noite Que Mudou o Pop (documentário), Elvis (filme), Nascido em 4 de Julho (filme), O Alfaiate (filme), Som da Esperança (filme) , Gran Torino (filme), Fauda (série) , A Sociedade da Neve (filme) , A Casa (filme), Toda Luz que Não Podemos ver (série), Som da Faixa (série), Rush, No Limite da Emoção (filme), Adolescência (série), A Negociação (filme) , Granizo (filme), Dia Zero (série), O Casamento de Romeu e Julieta (filme), Caramelo (filme), Oppenheimer (filme), Irmãos de Guerra (série), Um Senhor Estagiário (filme), Homeland (série), Parasita (filme), Gol Contra (série), Nuremberg (filme)

Emmerson José é editor-chefe do site A Bahia Fala