Tayayá Resort e Dias Toffoli ainda na ordem do dia

Mais desdobramentos no aperto ao STF. A CPI do Crime Organizado aprovou a quebra dos sigilos de um fundo de investimento que adquiriu participações acionárias no Tayayá Resort

NOTÍCIAS

3/19/20261 min read

Mais desdobramentos no aperto ao STF. A CPI do Crime Organizado aprovou a quebra dos sigilos de um fundo de investimento que adquiriu participações acionárias no Tayayá Resort. As ações transacionadas pertenciam anteriormente a uma empresa vinculada a familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O requerimento, proposto pelo senador Sergio Moro (União-PR), concentra-se no Fundo Arleen, entidade que estava sob a gestão da Reag, empresa atualmente investigada pela Polícia Federal por suposto envolvimento em desvios de recursos do Banco Master.

A movimentação financeira que motivou a decisão do colegiado envolve um aporte de milhões de reais feito pelo fundo para a aquisição da fatia que era de propriedade da Maridt Participações S.A. Conforme informações apuradas pela CNN e registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) datados de outubro de 2025, a operação foi formalizada pelo Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.

O ministro Dias Toffoli confirmou publicamente sua condição de sócio na Maridt. Na ocasião em que o caso veio à tona, o magistrado declarou não possuir informações sobre quem faz a gestão do Fundo Arleen e assegurou que jamais teve vínculos de amizade ou qualquer relação próxima com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Toffoli também foi enfático ao afirmar que nunca houve o recebimento de quantias financeiras vindas do banqueiro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel. O avanço das investigações parlamentares agora busca esclarecer a natureza e a origem dos recursos utilizados na transação imobiliária que uniu os interesses das entidades citadas no Tayayá Resort. É muito grave, mas sabemos que ficará no esquecimento. Espaço aberto para explicações. Fonte: Diário do Poder