Revista britânica alerta o mundo sobre o Brasil

O veículo afirma que o mundo rico deveria temer a "Brasileirização", ou seja, um cenário em que juros elevados tornam a dívida pública cada vez mais difícil de administrar

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2/15/20261 min read

A revista The Economist usou o Brasil de alerta para a economia de países ricos. Em artigo, o veículo afirma que o mundo rico deveria temer a "Brasileirização", ou seja, um cenário em que juros elevados tornam a dívida pública cada vez mais difícil de administrar.

O artigo afirma que o paradoxo do país é combinar indicadores que, à primeira vista, seriam considerados positivos, como crescimento econômico, Banco Central independente e orçamento primário "quase equilibrado", com uma dinâmica de endividamento considerada explosiva.

Com a selic, a taxa básica de juros, em 15% ao ano, o governo brasileiro "provavelmente tomará emprestado cerca de 8% do PIB por ano apenas para pagar a conta de juros", diz a revista, mesmo com as contas primárias próximas do equilíbrio.

"Sua dívida líquida, em 66% do PIB, é alta para os padrões de mercados emergentes, mas baixa para os do mundo rico." Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida pública bruta do Brasil vai atingir 99% do PIB em 2030. Em 2010, correspondia a 62%.

"Pode parecer dolorosamente difícil, em um mundo populista, ao mesmo tempo, prometer baixa inflação e gastar menos com os idosos. Mas isso não é nada comparado à escolha agonizante que se aproxima do Brasil: entre uma austeridade profunda e uma espiral aterradora de juros e dívida."

Mas a saída pela austeridade, diz a publicação, parece politicamente inviável. Segundo o texto, o presidente Lula (PT), que disputa a reeleição em outubro, "afrouxou os cordões da bolsa", o que reduz as chances de um ajuste fiscal severo no curto prazo. Fontes: BBC e The Economist