Resort Tayayá, atraso de dinheiro e reclamação de Vorcaro

O fundo de investimentos utilizado pelo dono do Banco Master para adquirir parte da participação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no resort Tayayá movimentou R$ 35 milhões

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2/16/20262 min read

O fundo de investimentos utilizado pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para adquirir parte da participação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no resort Tayayá movimentou R$ 35 milhões.

Em diálogos extraídos de celular, banqueiro afirmou que repassou R$ 35 milhões ao Tayayá. “Aquele negócio do Tayayá não foi feito? Cara, me deu um p* problema”, diz Vorcaro, em apuração do jornal O Estado de São Paulo.

Documentos bancários indicam que os aportes realizados no fundo coincidem com o período de negociação da sociedade entre o veículo de investimentos e a empresa do ministro.

As datas também convergem com mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular de Vorcaro, nas quais o banqueiro cobra e orienta o cunhado, o pastor Fabiano Zettel, a realizar aplicações milionárias relacionadas ao empreendimento. Os extratos foram obtidos pelo Estadão.

Os extratos, conforme o jornal, apontam que, em 28 de outubro de 2021, Zettel aportou R$ 15 milhões no fundo Leal. Poucos dias depois, em 3 de novembro do mesmo ano, realizou novo aporte de R$ 5 milhões.

Nas mesmas datas, o fundo Leal transferiu R$ 14.810.038,35 e R$ 4.936.679,35, respectivamente, ao FIP Arleen, veículo que adquiriu participação no resort.

Ao comprar a fatia societária, o Arleen passou a deter parte do empreendimento turístico, avaliado em mais de R$ 200 milhões. À época, a empresa Maridt S.A., ligada a Toffoli, possuía participação no negócio.

Em janeiro deste ano, quando veio a público que Zettel era cotista do fundo Leal, o pastor declarou ter deixado o investimento em 2022.

No entanto, documentos do próprio fundo e mensagens obtidas pela PF indicam que ele permaneceu como cotista e continuou realizando aportes relacionados ao Tayayá.

Em nota divulgada após a entrega do relatório da PF ao Supremo, Toffoli admitiu ter recebido dividendos da Maridt S.A., empresa que possuía participação no resort, mas negou ter recebido pagamentos de Daniel Vorcaro ou manter relação de amizade com o banqueiro. Fonte: O Estado de São Paulo

* Espaço aberto para explicações