Pague Netflix, Prime, Globoplay e outros, mas ‘nós’ escolhemos o conteúdo

Volta a discussão da regulamentação dos canais de streaming no Brasil, algo já comentado e publicado aqui no site. Seria o clássico livro 1984, com a capa de 2026?

NOTÍCIAS

1/27/20261 min read

Dezenas de entidades do setor audiovisual, entre as quais a Associação Brasileira de Autores Roteiristas, Associação Brasileira de Cineastas e Diretores Brasileiros de Cinema e Audiovisual, têm feito circular, por meio de carta aberta à sociedade, uma série de conclames direcionados não apenas ao presidente Lula, mas a representantes do Congresso Nacional e do Senado. Lembrando que já há a ‘ordem’ de cota nacional nos cinemas, como anunciamos aqui no site.

O apelo reforça a importância, vejam só, da soberania nacional no conteúdo e ainda cobrança pertinente de empresas estrangeiras, na problemática (termo da ‘turma’) da condução da política de produção de obras (e a exibição) no circuito do VoD (Video on Demand, ou, popularmente, o streaming). Tudo ocorre depois do ensaio do chamado chamado PL do "desmonte audiovisual" ter batido na trave do processo de aprovação, segundo a ‘turma’.

Mapeando acertos e a visibilidade internacional de filmes como Ainda Estou aqui e O Agente Secreto (agora fica mais fácil de entender), o documento traz pleito de maiores exigências para a operação das empresas de streaming internacional no Brasil. Obrigação de exibição de produtos de criação brasileira e a taxação da Condecine (Cobrança da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional) superior à alíquota de 4% sobre o lucro das plataformas estão no jogo.

Fica assim, então: quem paga streaming, deve ser obrigado, sim, a assistir o conteúdo que a ‘turma’ quer que seja assistido. Não importa qualidade, nem mesmo vontade do assinante. Aliás, sobre qualidade, tanto as produções nacionais como as de outros países, às vezes oferecem péssimas opções. O que estamos argumentando é de que quem deve escolher é o assinante (quem paga), não o governo. Obrigação é obrigação. Lembra muito o clássico livro 1984 (George Orwell) com a capa de 2026. Só lembra...

Redação A Bahia Fala