Odontologia Hospitalar é possível e é uma realidade, por Telmo Moraes Pedreira
Em 2024 a Odontologia Hospitalar passou a ser reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) como especialidade
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4/16/20262 min read
A especialidade existe e muita gente ainda desconhece. Nos idos de 2002 (foi quando eu me formei) eu chegava na odontologia cheio de sonhos e “projetos”. Engraçado como a juventude nos faz tão forte e cheio de armas e quando passamos por ela e pós ela, percebemos que a única arma que tínhamos era um SONHO…
E era imbuído nisso que eu, um dentista de 25 anos de idade, recém formado, me calçava para acreditar que a odontologia podia galgar caminhos maiores e abarcar mais lugares e pessoas. E porque não os hospitais? Porque aquele ambiente nosocomial seria um lugar dos médicos de todo corpo humano, exceto a boca? Soava incoerente. E era.
E hoje vejo que o CFO (Conselho Federal de Odontologia) notou essa deficiência estrutural engrossando assim esse coro uníssono meu.
E não é que, 22 anos depois, esse meu ideal se tornou realidade?
Em 2024 a Odontologia Hospitalar passou a ser reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) como especialidade (Resolução 262/2024), com atuação focada em pacientes internados, UTIs ou domiciliares.
Esse ganho para a comunidade científica e consequentemente para a população, trouxe valor, respeito e desenvolvimento para o cuidado sistêmico de todo paciente que se encontra num ambiente hospitalar.
O cirurgião-dentista nesta área realiza prevenção, diagnóstico e tratamento de manifestações bucais de doenças sistêmicas, integrando equipes multidisciplinares, reduzindo em até 60% o risco de infecções respiratórias.
Hoje essa atuação já se faz mais eficaz e real interferindo diretamente na atuação em unidades de terapia intensiva (UTIs), pronto-socorro, internações e pacientes oncológicos (prevenção de mucosite oral com laserterapia) e como consequência disso, surgem benefícios na redução da incidência de infecções odontogênicas e, consequentemente, prevenindo infecções respiratórias, como a pneumonia nosocomial, melhorando a qualidade de vida do paciente crítico.
Aqui hoje, dia 16/04/26, me arvoro a uma quebra de protocolo (não sei se o editor irá ceifar esta parte do artigo), olho para o início da minha trajetória como cirurgião dentista e me lembro d’um livro do Augusto Cury que li no início da minha formação e que muito me inspirou: “O Futuro da Humanidade” e ouso a dizer: “Eu escolho sempre o lado certo da história. Pelo menos a história contada pela minha boca e literalmente por todas as tantas bocas (cavidade oral, por respeito) que examinei até aqui”.
E para selar essa coluna, deixo uma frase minha e a outra do Marco Polo, personagem central do livro “O Futuro da Humanidade” citado aqui.
A minha: “Todo paciente é o amor da vida de alguém”.
A do Marco Polo:
“Viver e morrer com dignidade deveriam ser tesouros cobiçados ansiosamente. Portanto, o principio da corresponsabilidade inevitável demonstra que nunca podemos ser uma ilha na humanidade”.
Telmo Moraes Pedreira
Croba 6670
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