O que 2025 me ensinou através da Odontologia? Coluna de Telmo Moraes Pedreira

Foram muitos os ensinamentos, aprendizados e descobertas na odontologia em 2025. Alguns positivos e edificantes. Outros, nem tanto

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12/30/20252 min read

Ano acabando e nos vem sempre aquela pergunta eternizada pela cantora baiana, Simone:
“E o que você fez?”.
E como nem sempre uma pergunta vem com uma resposta, surgem assim algumas outras indagações em muitos de nós:
O que aprendemos?
O que deixamos no caminho sem olhar para trás?
Doamos algo ou, além disso, nos doamos?
Fui capaz de ensinar em silêncio?
Eu sei, todo ano é assim, refletimos, olhamos para trás e num instante miramos nossos olhos para o infinito e prometemos: ‘Esse será o melhor ano de nossas vidas!’
Bom, e que assim seja…
Que vejam sorrisos verdadeiros e sinceros no ano vindouro.
E falando em sorriso largo, daqueles que fecham nossos olhos, trago mais uma questão particular:
E eu? O que a Odontologia me trouxe de novo em 2025?
Foram muitos os ensinamentos, aprendizados e descobertas. Algumas positivas e edificantes e outras deletérias, daquelas que o próprio tempo trata de esgarçar…
Algo que veio para ficar. A revolução na forma de se comunicar implantada através de Steve Jobs e do seu touch screen mostra-se constantemente como um caminho inexorável. Ousaria profetizar que há mais voz entre os dedos e olhos atualmente do que da própria boca.
A revolução mundial causada pela crise sanitária em 2020 através da Pandemia da COVID-19, implementou dentre diversas mudanças nas inter-relações pessoais o fortalecimento das consultas on line. É uma realidade hoje a teleconsulta e esse novo contato ‘profissional x paciente’ surge como uma opção plausível sim. Mas jamais substituta do calor de um abraço, aperto de mão naquela consulta presencial, presente!
E os atrasos nas consultas, hein? Eles estão cada dia mais indigestos, incompreendidos. Afinal em tempos tão imediatos, 15 minutos na sala de espera irritam tanto quanto um áudio de mais de 40 segundos.
Agora vou pedir a licença poética para dizer que a urgência e emergência se reconfiguraram em tempos atuais. Teoricamente sabemos que elas são categorizadas, baseadas em critérios técnicos e ponto final. Mas acrescento aqui, metaforicamente mais uma urgência: experimenta sua secretária demorar mais de meia hora sem responder uma mensagem no WhatsApp de marcação… (é urgente sim!).
Outra novidade, essa de utilidade pública: não é mais necessário constar o CID (código Internacional de doenças) no atestado, pois esta é uma informação confidencial.
E como em toda correnteza há também impurezas, nessa leva de novidades percebemos que nunca foi tão forte a disseminação de informações falsas (fake news) ou fantasiosas (especializações “novas” sem reconhecimento do CFO).
Tem mais e isso é bom: nós dentistas já somos autorizados a prescrever os inibidores de GLP1 (canetas emagrecedoras) para os nossos pacientes.
Ah, já IA me esquecendo da IA…
Mas aí já é assunto para outra coluna.
Então fica combinado assim: um novo ano rodeado de inteligência.
Faz bem, é natural.

Telmo Moraes Pedreira
CROBA 6670