O mundo repercute: Revista The Economist aponta ‘enorme escândalo’ do STF com Vorcaro

A revista britânica The Economist afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta escândalo após a divulgação de informações sobre a relação de magistrados da Corte com dono do Banco Master

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2/26/20261 min read

A revista britânica The Economist afirmou, em artigo publicado , que o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta um “enorme escândalo” após a divulgação de informações sobre a relação de magistrados da Corte com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo a publicação, as revelações provocaram debates sobre a conduta de integrantes do mais alto órgão do Judiciário brasileiro e podem ganhar relevância política, especialmente diante das eleições de outubro.

Ao abordar o chamado “caso Master”, a revista destaca a atuação do ministro Dias Toffoli, inicialmente relator do processo relacionado ao banco. O artigo menciona uma viagem em jatinho particular ao lado do advogado Augusto de Arruda Botelho, que representa um dos diretores do Master, e cita a participação societária de Toffoli no resort Tayayá, empreendimento que recebeu aportes de fundo ligado ao banco.

De acordo com a Economist, Toffoli nega irregularidades e sustenta que eventuais pagamentos referem-se à venda de ações do resort, declarados às autoridades fiscais. Após pressão, ele deixou a relatoria do caso.

A publicação também analisa a atuação do ministro Alexandre de Moraes, mencionando contrato firmado entre o Banco Master e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado. O texto cita ainda decisão de Moraes para investigar servidores da Receita Federal no âmbito do inquérito das fake news, cuja tramitação ocorre sob sigilo.

Para a revista, é difícil conciliar o uso desse inquérito para apurar condutas de fiscais da Receita, considerando a justificativa original de enfrentar ameaças à democracia.

O artigo registra também a iniciativa do presidente do STF, Edson Fachin, de propor a criação de um código de ética para a Corte. Segundo a publicação, Toffoli e Moraes afirmaram nunca ter atuado em casos com conflito de interesses e consideram desnecessária a adoção de novas regras. Lembrando que todos os assuntos abordados na publicação foram divulgados aqui no site. Espaço aberto para explicações.