O fim de um ciclo? Vivo desativa tecnologia 2G para ampliar investimentos
Em um movimento que marca o início do fim de uma das tecnologias mais antigas da telefonia móvel, a Vivo confirmou que pretende desativar a rede 2G no Brasil
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7/31/20262 min read


Em um movimento que marca o início do fim de uma das tecnologias mais antigas da telefonia móvel, a Vivo confirmou que pretende desativar a rede 2G no Brasil. A empresa ainda não divulgou um cronograma para o desligamento, mas afirma que a migração deve ocorrer o mais rápido possível.
O anúncio foi feito pelo presidente da operadora, Christian Gebara, durante a divulgação dos resultados financeiros da companhia. Segundo o executivo, manter a infraestrutura da segunda geração em funcionamento exige altos custos operacionais e ocupa frequências que poderiam ser utilizadas para expandir as redes 4G e, principalmente, 5G.
Para entender melhor: as redes móveis funcionam em faixas de frequência, que são como "pistas" de tráfego. Cada geração de tecnologia (2G, 3G, 4G, 5G) ocupa uma dessas pistas. Ao desligar o 2G, a Vivo libera espaço para ampliar tecnologias mais modernas, que oferecem maior velocidade e suportam muito mais dispositivos conectados simultaneamente.
Essa estratégia faz parte do processo de modernização da telefonia móvel no país, concentrando investimentos nas tecnologias mais recentes.
Apesar dos planos da operadora, a rede 2G continua sendo utilizada por milhares de equipamentos corporativos. Entre eles estão:
rastreadores de veículos — dispositivos instalados em carros e caminhões para monitorar localização;
máquinas de cartão mais antigas — terminais de pagamento que usam chip de celular para transmitir dados;
medidores inteligentes de concessionárias — equipamentos de companhias de água e energia que enviam leituras automaticamente;
dispositivos de internet das coisas (IoT) — objetos conectados à internet que trocam informações sem intervenção humana.
Segundo a Vivo, esses equipamentos precisarão ser substituídos ou adaptados antes que a rede possa ser desligada definitivamente.
A empresa informou que o 2G será a primeira tecnologia a sair de operação. Embora o plano também envolva, futuramente, outras gerações, o 4G continuará recebendo investimentos enquanto a cobertura do 5G é ampliada pelo país.
Enquanto a migração não é concluída, Vivo e TIM seguem ampliando o compartilhamento de infraestrutura por meio do modelo conhecido como RAN Sharing. Nesse sistema, as duas operadoras utilizam a mesma rede em milhares de municípios, dividindo os custos de operação — uma espécie de "carona" tecnológica que reduz gastos e acelera a expansão da cobertura.
O acordo envolvendo a rede 2G, que inicialmente abrangia cerca de 2 mil cidades, já foi ampliado para aproximadamente outras 2 mil localidades.
Imagem criada por IA
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