Grupo Habib’s entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões

Crise financeira atinge centenas de empresas e unidades das marcas Habib’s, Ragazzo e Tendal; grupo aponta pandemia, delivery e juros elevados entre as causas do endividamento

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8/27/20261 min read

Imagem: A Bahia Fala

Crise sem fim: o Grupo Habib’s entrou na Justiça de São Paulo com um pedido de recuperação judicial diante de uma dívida declarada de R$ 265,2 milhões. O processamento da ação foi autorizado pelo juiz Jomar Juarez Amorim, que designou a KPMG para exercer a função de administradora judicial. È mais uma empresa no Brasil pedindo recuperação na Justiça. Veja matéria aqui.

O processo envolve 178 pessoas jurídicas vinculadas ao grupo Gennius, além dos empresários Alberto Saraiva e Belchior Saraiva. Segundo a companhia, a presença dos sócios no processo está relacionada às atividades rurais desenvolvidas por ambos, consideradas parte da cadeia produtiva do conglomerado.

A recuperação judicial abrange um amplo conjunto de empresas e estabelecimentos. Estão incluídas 10 empresas franqueadoras e holdings de participação, 17 sociedades responsáveis pela estrutura operacional, seis churrascarias Tendal, 119 unidades do Habib’s e 26 lojas da marca Ragazzo.

Pandemia e juros pressionaram as contas

Na justificativa apresentada à Justiça, o grupo atribui parte das dificuldades financeiras aos efeitos acumulados da pandemia de Covid-19. A empresa também aponta mudanças no comportamento dos consumidores, especialmente com o crescimento das plataformas de delivery, que, segundo a companhia, afetaram o desempenho das operações físicas.

Outro fator destacado foi a forte elevação dos juros no país. O grupo afirma que a taxa Selic, que estava em aproximadamente 4% e chegou à casa dos 15%, aumentou significativamente o custo para obter novos recursos e renegociar compromissos financeiros.

A recuperação judicial busca criar condições para reorganizar as dívidas e preservar as atividades das empresas envolvidas. O caso agora será acompanhado pela administradora judicial e pelos credores, dentro do processo conduzido pela Justiça paulista.

Imagem: A Bahia Fala

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