Dentista Na Sua Casa, por Telmo Moraes Pedreira e Merylin Pessanha

É possível cuidar da saúde bucal sem sair de casa? A odontologia domiciliar é, curiosamente, mais antiga do que as clínicas odontológicas modernas

COLUNISTANOTÍCIAS

7/8/20262 min read

E quando a saúde encontra o conforto no lar dos pacientes? É possível cuidar da saúde bucal sem sair de casa? A odontologia domiciliar é, curiosamente, mais antiga do que as clínicas odontológicas modernas.

Nos séculos XVIII e XIX, quando ainda não existiam consultórios equipados, como os que conhecemos hoje, era comum que dentistas, barbeiros-cirurgiões e práticos atendessem pacientes em suas próprias casas. Eles carregavam seus instrumentos em maletas e realizavam desde extrações até confecção e ajustes de próteses.

Com o avanço da ciência, da anestesia, da radiologia e dos equipamentos odontológicos ao longo do século XX, o atendimento migrou quase totalmente para consultórios, onde era possível oferecer maior segurança, esterilização e tecnologia.

Entretanto, nas últimas décadas, a odontologia domiciliar voltou a ganhar força por uma necessidade específica: atender pacientes que não conseguem se deslocar.

E para colaborar com nossa coluna eu convidei uma colega minha, a cirurgiã dentista Merylin Pessanha, que trabalha com esta modalidade de atendimento:

“O atendimento odontológico domiciliar (ou home care) consiste em levar a estrutura do consultório até a casa do paciente. São utilizados equipamentos portáteis (incluindo aparelho radiográfico, laser de baixa potência, bomba vácuo para sucção, compressor e ‘equipo’ para funcionamento da turbina ou micro motor e ultrassom); além de instrumentais esterilizados para realizar os procedimentos, oferecendo um atendimento seguro, personalizado e humanizado”, explica Merylin, com o conhecimento de quem desenvolve esse trabalho com maestria e propriedade.

Ela afirma também que “o atendimento odontológico domiciliar tem como público alvo os idosos, pacientes acamados, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, pacientes com doenças neurológicas (como Alzheimer e Parkinson), pessoas com necessidades especiais ou em cuidados paliativos”.

Merylin reforça ainda na sua colaboração com a nossa coluna que ‘O home care também pode ser contratado por indivíduos que queiram ser atendidos no conforto de sua casa. Os quadros clínicos mais prevalentes nos pacientes com atendimento domiciliar são os acometidos por doenças neurológicas e síndromes, e, na maioria das vezes, são idosos’.

E por fim, eu questiono à minha colega odontóloga: “Você consegue executar muitos procedimentos nesse atendimento a domicílio?”

E ela então exemplifica: “Diversos procedimentos são possíveis de ser realizados pela odontologia domiciliar, tais como: limpeza dentária e prevenção; aplicação de flúor; restaurações; ajustes e reparos de próteses; placas para bruxismo e/ou apertamento dental; extrações simples; controle de dor e atendimento de urgências odontológicas. Vale ressaltar que situações mais complexas exigem atendimento em ambiente hospitalar, por isso a importância da consulta e avaliação odontológica.”

E o interessante e curioso é que, de certo modo, a odontologia “voltou às suas origens”: começou sendo exercida na casa dos pacientes, migrou para os consultórios com o avanço tecnológico e, agora, graças à própria tecnologia, consegue novamente levar atendimento qualificado até o lar de quem mais precisa.

É a ciência e os seus avanços tecnológicos ampliando seus serviços não só na técnica e expertise, mas também em seu espaço físico que expande dos hospitais, clínicas e consultórios, alcançando o calor humano e familiar das residências.

Telmo Moraes Pedreira

CROBA 6670

Merylin Pessanha

CROBA 6247

* Telmo Moraes Pedreira é dentista e colaborador do site

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