Correios entram em greve e trabalhadores da Bahia aderem à paralisação
Movimento foi deflagrado após impasse nas negociações salariais. Plano de saúde está entre os principais pontos de divergência entre categoria e empresa
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9/11/20262 min read


Os trabalhadores dos Correios cruzaram os braços a partir desta sexta-feira (11) em uma greve por tempo indeterminado que atinge diversas regiões do país. A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas pelos sindicatos da categoria após o encerramento das negociações com a empresa sem um acordo.
De acordo com a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), a mobilização reúne sindicatos de praticamente todo o território nacional. Na Bahia, a categoria também aprovou a adesão ao movimento.
A greve ocorre durante a campanha salarial dos trabalhadores e tem como um dos principais focos de insatisfação as discussões envolvendo o plano de saúde da categoria.
Plano de saúde é um dos principais impasses
O CorreiosSaúde II, atual plano de assistência médica dos funcionários, está no centro das divergências entre os trabalhadores e a empresa. Segundo a Findect, os Correios estudam alterações no modelo de gestão e de custeio do benefício.
Entre as propostas apresentadas pela empresa esteve a possibilidade de deixar a condição de mantenedora do plano e contratar outra operadora para administrar a assistência médica.
Na versão mais recente apresentada nas negociações, os Correios propuseram a criação de uma comissão paritária, formada por representantes da empresa e dos trabalhadores, com prazo de até 120 dias para analisar alternativas para o plano.
Enquanto não houver uma eventual mudança, a proposta prevê a manutenção das condições atualmente existentes no CorreiosSaúde II. Mesmo assim, o tema permanece como um dos principais pontos de tensão nas negociações.
Paralisação alcança diversos estados
A greve foi aprovada por sindicatos que representam trabalhadores em uma ampla lista de estados e no Distrito Federal. Entre as unidades da Federação que aderiram ao movimento estão Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, Tocantins, Amazonas, Amapá, Alagoas e Espírito Santo.
A categoria decidiu manter a paralisação por tempo indeterminado enquanto não houver avanço nas negociações com a empresa. O movimento poderá afetar a rotina de atendimento e a distribuição de encomendas e correspondências nas localidades onde houver adesão dos funcionários.
Imagem: Elza Fiúza/Arquivo Agência Brasil
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